Marko Brajovic

Arquiteto Croata, Marko Brajovic, soube logo que pisou em solo brasileiro que seria amor a primeira vista, e que de la ele nunca mais sairia. Desde entao, sem pensar duas vezes ele trocou Barcelona pelo calor brasileiro, e a fantasia infinita que o conquistou imediatamente. Ele foi recebido de braços abertos, sorrisos largos e olhares curiosos. Foi ai que ele descobriu muita inspiração para procurar, ele viu coissas novas e como resultado, teve uma infinidade de idéias (uma quantidade inumerável!).
Surgiram projetos desafiadores, amizades diferentes e até mesmo um amor tupiniquim: Teka, uma brasileira que o fez acreditar que sua escolha estava realmente certa. Aprendeu a falar português (mas o sotaque continua. “E está péssimo”, como ele mesmo define), formou uma família, inaugurou um charmoso ateliê em São Paulo e não abre mão de visitar a Floresta Amazônica com frequência para buscar inspiração.
Hoje, o croata Marko, sua mulher Teka e a pequena Zoé vivem em uma casa lúdica, aconchegante e colorida, com espaço de sobra para suas criações. O designer, que já viajou o mundo (além de ter morado em Veneza e em Barcelona), encontrou o seu canto no planeta: São Paulo, uma cidade multinações, pluricultural. Ele estudou arquitetura, e é especializado em tecnologia biomimética e interativa, cenografia, design de produtos, instalações multimídia, estruturas arquitetônicas e direção criativa com sua experiência profissional, construiu ao longo dos anos o projeto definido. Atraves deste trabalho Marko conquistou O respeito.

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O que te levou a mudar para o Brasil?
Não foi nada planejado. Cheguei por aqui e as pessoas me seduziram. Na verdade, essa história de amor com o país começou quando vim ministrar um workshop na Floresta Amazônica, a convite do Instituto Europeu de Design (IED). Era para ser apenas mais uma viagem, mas foi tão especial que nunca mais quis ir embora. Já morei em Veneza, onde me formei, e em Barcelona, onde criei e mantenho até hoje o estúdio TOOGOOD Creative Agency, mas nunca havia me encantado de tal maneira com o jeito de viver que os brasileiros têm. O país é muito importante para mim. Me encontrei por aqui, pude fazer o que gosto e formei uma família. Moro há seis anos em um bairro tranquilo e não penso em mudar tão cedo.

Fui convidado a fazer um workshop de cinema em uma comunidade flutuante da Floresta Amazônica. Em pouco tempo que estava por lá, percebi que tinha muito a aprender com a Floresta e com as pessoas que moravam no local. Os moradores respeitam o espaço onde vivem e se adaptam bem às mudanças de uma maneira impressionante. Pude perceber também que, na região, a relação entre a floresta e a cidade é muito grande, não existe uma separação.

Apesar de ter criado uma relação grande com a Amazônia, você escolheu a capital paulista para viver. Qual é a sua relação com a cidade?
É uma cidade multicultural, com diversas opções de diversão e gastronomia. Sempre que tenho um tempo, vou a exposições e peças de teatro. Fico impressionado ao ver que São Paulo não para – conta com galerias que ficam abertas à noite, museus, parques… É uma metrópole intensa e polifônica, que proporciona diferentes sensações e experiências. O relacionamento com ela e com as pessoas que vivem por aqui me seduz. Outra coisa que chama a minha atenção é a arquitetura da cidade. São Paulo reúne diferentes construções, são elas que nos ajudam a relembrar a história local. Em um mesmo bairro, por exemplo, é possível encontrar diferentes “arquiteturas”: há prédios contemporâneos, casas modernistas, vilas históricas e edificações clássicas. Todas convivem em harmonia, pois a beleza da cidade está nessa ausência de homogeneidade. Houve um tempo em que o crescimento desordenado resultou em uma arquitetura de qualidade duvidosa, principalmente no início dos anos 2000. Mas essa situação foi rapidamente contornada por profissionais com a mente repleta de ideias jovens, que ajudaram a renascer a boa arquitetura. Hoje, tenho orgulho de andar pelas ruas da cidade e constatar que admiro muitos dos prédios que estão por aqui. Me sinto realmente paulista, apesar do sotaque ser péssimo ainda (risos).

A cidade tem pontos negativos? Se sim, o que deveria ser mudado?
Sim, tem muitos, como qualquer outra grande cidade. Acho que São Paulo precisa de mais espaços públicos, áreas de convivência mesmo. As pessoas estão cada vez mais assustadas, usam grades em todas as janelas e projetam paredes enormes para se esconderem. Fico triste quando vejo isso, pois medo atrai medo. Por isso, acredito que o urbanismo deveria ser repensado para garantir mais qualidade de vida aos paulistanos. O cidadão também tem um papel importante e deve cuidar da sua “casa”. Ele deve amar a cidade para que a cidade possa amá-lo também.

Por que você escolheu São Paulo para abrir seu ateliê?
Optei por um bairro muito tranquilo chamado Perdizes. Moro e trabalho por aqui, consigo fazer tudo o que preciso sem grandes deslocamentos. Uso carro apenas quando decidimos viajar. Converso com as pessoas na feira, ando a pé pelas ruas e brinco com minha filha na pracinha, tanto que em diversos momentos esquecemos que estamos em uma metrópole tão agitada. Gosto de São Paulo por isso, ela é tão grande e pluralista que, muitas vezes, parece ter várias cidades em uma. Além disso, oferece diversas possibilidades, é uma grande vitrine para quem trabalha com arquitetura e design.

Como é o seu dia a dia de trabalho?
O ambiente é muito acolhedor, em nada lembra aqueles escritórios convencionais. Trabalhamos bastante, mas fazemos questão de ter uma pausa bem tranquila para o almoço todos os dias. Nos reunimos e conversamos, o que é ótimo. Temos uma preocupação constante em fazer deste ambiente um minibairro de São Paulo, há até mesmo uma pequena praça aqui dentro.
Em relação ao processo de criação, tenho um grande cuidado em inserir a brasilidade em todos os trabalhos, sempre de uma forma positiva ao meio ambiente. Fazemos projetos de cenografia, montagens de exposições, design de interiores, desenvolvimento de produtos e arquitetura. A rotina é bem intensa, mas nos dá uma grande recompensa sempre que cada projeto é finalizado e ficou do jeito que imaginávamos Na área da arquitetura, nosso objetivo principal desenvolver é ambientes multissensoriais e temáticos.

De que forma é possível inserir a preocupação com o meio ambiente em seus projetos?
É imprescindível que cada profissional dessa área desenvolva uma relação de respeito com o meio ambiente. O bom designer deve saber a origem de todos os materiais e ter a consciência de que é preciso usá-los de uma maneira inteligente, saber respeitá-los. Temos de desenvolver outra visão e passar a enxergar diferentes usos para os materiais que se renovam facilmente, como o bambu. Para mim, é um dos materiais mais high-tech da natureza, pois essa capacidade de se renovar com facilidade me interessa muito. Então, por que não usá-lo com mais frequência?

Desde quando você começou a se interessar pelo bambu?
Esse interesse começou em 2001, quando desenvolvemos o projeto de uma casa na Costa Rica. Estudamos bastante sobre o material e sua capacidade surpreendente de renovação. Em 2004, construímos uma ponte de bambu em Maceió e, um ano depois, criamos o primeiro workshop internacional de design e construção experimental em bambu, realizado na Europa. Esse foi o ponto de partida para a criação do grupo Bamboo Lab. Nosso objetivo no grupo, composto por profissionais de diferentes países, é desenvolver projetos com o material, as criações vão desde objetos menores a soluções arquitetônicas. Um dos resultados mais positivos desse grupo é a publicação, em 2006, do livro Bamboo Lab, em que relatamos todas as nossas experiências obtidas ao longo dos anos de estudo.

O que você acha do conceito sustentabilidade?
Não acredito na palavra sustentabilidade, que de tão usada ficou cansativa. Acredito que esse “conceito” passou a ser usado mais como publicidade do que para qualquer outra coisa, perdeu todo o sentido
que deveria ter. O cuidado em preservar a natureza não pode ser referido apenas a um determinado material ou assunto, mas tem de ser associado ao processo como um todo. Temos de considerar a plantação, o cultivo e a produção industrial em grande escala. É preciso rever essa questão e tratar o meio ambiente com mais respeito.

Qual é a importância do seu lar no processo criativo que desenvolve diariamente?
Minha casa é fundamental. É aqui que desligo de tudo e passo a cuidar da criação mais especial que já fiz na vida: minha família. Aproveitamos o tempo que temos para descansar e brincar com minha filha Zoé. Em grego, seu nome significa vida. E é isso que ela representa para todos nós.

O que você mais gosta na sua casa?
Gosto da tranquilidade que ela me proporciona e da maneira como conseguimos imprimir nossas características pessoais em cada detalhe, desde as cores até a disposição dos espaços.

Entrevista: Juliana Duarte
Fotos: Fran Parente